Colunista ANNA REGINA

Estou com minhas taxas de vitaminas baixas, preciso suplementar?

Ao falar de vitaminas, muitos são induzidos a pensar na suplementação delas, ao invés de procurar a sua forma natural. A ingestão desses micronutrientes, necessários para a manutenção e ao bom funcionamento do organismo, varia conforme a idade, o sexo, o estado de saúde e a atividade física de cada um.

As vitaminas, tanto as lipossolúveis (A, D, E e K) quanto as hidrossolúveis (C e complexo B), estão amplamente presentes em diversos alimentos básicos consumidos no dia a dia. No entanto, mesmo com essa ampla disponibilidade, muitas pessoas ainda apresentam deficiências dessas vitaminas.

Embora sejam encontradas em diferentes fontes alimentares, a suplementação pode se tornar necessária em situações específicas, como em casos de carências nutricionais diagnosticadas, condições de saúde que afetam a absorção de nutrientes ou durante fases da vida que demandam maior necessidade, como gestação, lactação ou envelhecimento.

A suplementação de cobalamina (vitamina B12) é especialmente importante para indivíduos que seguem uma dieta vegana, já que essa vitamina é encontrada exclusivamente em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e seus derivados. A deficiência de vitamina B12 pode levar a problemas de saúde significativos, como anemia megaloblástica, fadiga, fraqueza, danos neurológicos e até dificuldades cognitivas. Por isso, veganos devem estar atentos aos níveis dessa vitamina no organismo e, sempre que necessário, recorrer à suplementação ou a alimentos fortificados para garantir a ingestão adequada.

O ácido fólico, forma sintética do folato, está presente em suplementos e em alimentos fortificados, como as farinhas de trigo e milho, cuja fortificação é obrigatória no Brasil. É importante destacar o papel essencial da vitamina B9 para mulheres em idade fértil, uma vez que baixos níveis de folato no organismo podem levar a complicações tanto para a mãe quanto para o bebê, incluindo parto prematuro, baixo peso ao nascer e defeitos no fechamento do tubo neural, que comprometem o desenvolvimento da coluna vertebral, medula espinhal e cérebro do bebê. Por esse motivo, a suplementação de ácido fólico é fundamental para mulheres que desejam uma gestação mais segura, contribuindo para a prevenção de complicações e garantindo um desenvolvimento saudável do bebê.

Em resumo, é sempre indicado estar ciente de como estão os níveis de vitaminas no seu organismo, procurar fazer consumo dos alimentos que tem melhor biodisponibilidade delas, e, se necessário, também fazer a suplementação. Sempre passando por um profissional de Nutrição, para que tudo ocorra da melhor maneira.

Vitaminas e alimentos fontes:

Hidrossolúveis

Vitamina C: acerola, laranja.
Vitamina B1: arroz integral, feijão.
Vitamina B2: leite, ovos.
Vitamina B3: carnes, abacate.
Vitamina B5: frango, cogumelos.
Vitamina B6: carnes, batatas.
Vitamina B7: ovos, nozes.
Vitamina B9: folhas verdes, lentilha.
Vitamina B12: carnes, leites e derivados.

Lipossolúveis:

Vitamina A: fígado, cenoura.
Vitamina E: amêndoas, sementes de girassol.
Vitamina K: folhas verdes escuras, óleo de soja.

A vitamina D tem duas formas vitamina D2 (ergocalciferol) e vitamina D3 (colecalciferol).

A vitamina D2 é comumente encontrada em alimentos fortificados, como cereais e produtos vegetais, e é a forma utilizada em alguns suplementos veganos.

A vitamina D3 é a forma mais natural e eficaz para o corpo humano. Ela é produzida na pele quando exposta à luz solar (radiação ultravioleta B) e também pode ser obtida de fontes alimentares, como peixes gordurosos (salmão, sardinha), fígado de bacalhau, ovos e alimentos fortificados. A vitamina D3 é mais facilmente convertida pelo fígado em sua forma ativa (calcitriol), que desempenha um papel importante na absorção de cálcio e fósforo, essenciais para a saúde óssea e a função imunológica.

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