Petrolândia

Prefeituras aprovam privatização parcial da Compesa; Petrolândia não participa e Serra Talhada se abstém

Contrato de gerenciamento foi aprovado por mais de 100 prefeituras nessa terça

Os municípios ficarão com 40% do valor pago pela concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), enquanto o Governo do Estado detém os outros 60%. O contrato de gerenciamento foi aprovado por mais de 100 prefeituras nessa terça-feira (1), em rodada de reuniões dos Colegiados Microrregionais de Água e Esgoto da RMR-Pajeú e do Sertão.

Com a maioria dos municípios representados na assembleia, nenhum votou contra o acordo, mas seis declararam abstenção: Petrolina, Araripina, São José do Belmonte, Amaraji, Gameleira e Serra Talhada.

O modelo de divisão entre os municípios foi estruturado da seguinte forma: 50% do total será distribuído de maneira igualitária entre as cidades, e os outros 50% proporcionalmente ao peso do voto de cada município na respectiva Microrregião. Com isso, as maiores parcelas devem ser destinadas a cidades como Recife, Jaboatão dos Guararapes, Caruaru, Olinda, Paulista e Petrolina.

Petrolândia, juntamente com Floresta, Jatobá, Tacaratu e Inajá, integram a Microrregião da RMR-Pajeú – MRAE-II, que conta com 160 municípios, mais o Território Estadual de Fernando de Noronha e o Estado de Pernambuco. Em contato com uma fonte ligada à Prefeitura de Petrolândia, a reportagem do R1 Notícias apurou que a gestão petrolandense não foi convidada para  participar da reunião.

Sindurb protesta

O Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco (Sindurb/PE) realizou um ato de protesto contra a concessão. Segundo o sindicato, o modelo de contrato apresentado favorece o setor privado com as áreas mais lucrativas da Compesa por 35 anos, deixando para a empresa pública os serviços mais onerosos, como captação, tratamento e expansão da rede.

“Menos de R$2 por metro cúbico não sustenta a Compesa. Para sustentar os trabalhadores efetivos, com esse modelo de contrato da forma que está, é certo que a Companhia terá que dispensar os trabalhadores terceirizados”, afirma o dirigente sindical José Barbosa.

O Sindurb/PE critica, ainda, o possível aumento na tarifa de água, que poderá ser repassada à população por pelo menos R$6,84 o metro cúbico, e denuncia o risco de precarização do serviço.

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