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Brasileiros vão às urnas neste domingo para decidir o futuro do país

O Brasil se prepara para um dos domingos mais decisivos de sua história política recente. Neste 25 de outubro, milhões de eleitores irão às urnas para escolher o próximo presidente da República em uma eleição que ultrapassa a disputa entre dois candidatos e coloca em jogo o futuro de dois projetos políticos antagônicos.

De um lado, Flávio Bolsonaro (PL), senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenta transformar a candidatura em uma oportunidade de revanche política da família Bolsonaro contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Do outro, Lula busca conquistar um novo mandato e escrever mais um capítulo de uma trajetória marcada por vitórias eleitorais, derrotas, prisão e retorno ao Palácio do Planalto.

A pergunta que movimenta o país é direta: o Brasil assistirá à volta do bolsonarismo ao poder ou a uma virada de Lula na reta final da disputa?

A revanche da família Bolsonaro

A candidatura de Flávio Bolsonaro carrega o peso de uma disputa que começou muito antes da campanha de 2026. A rivalidade entre Lula e Jair Bolsonaro marcou a eleição presidencial de 2022, quando o petista venceu o então presidente por uma diferença apertada e retornou ao comando do país.

Agora, quatro anos depois, o confronto ganha um novo protagonista da família Bolsonaro. Flávio assume a missão de conquistar nas urnas aquilo que seu grupo político perdeu na eleição anterior: a Presidência da República.

Para os apoiadores do senador, uma vitória representaria a retomada do poder e a confirmação de que o bolsonarismo continua forte o suficiente para comandar o país. Para os adversários, significaria a volta de um projeto político que divide profundamente a sociedade brasileira.

A eleição, portanto, também se tornou um teste para a força política do sobrenome Bolsonaro e para a capacidade de Flávio de conquistar eleitores para além da base fiel ao pai.

Lula busca uma virada para entrar na história

Do outro lado, Lula chega à decisão com a experiência de quem atravessou diferentes fases da política brasileira. Foi presidente por dois mandatos consecutivos, voltou ao poder em 2023 e agora tenta ampliar sua trajetória com uma nova vitória eleitoral.

Mas o caminho até este domingo não foi simples. O petista enfrentou um segundo turno difícil, com pesquisas indicando vantagem de Flávio em diferentes momentos da campanha.

Na reta final, porém, alguns levantamentos passaram a apontar uma redução da distância entre os dois candidatos. O Datafolha chegou a registrar empate nos votos válidos, enquanto outras pesquisas mantiveram Flávio numericamente à frente, dentro de cenários de disputa apertada. O quadro reforça a incerteza sobre o resultado das urnas.

Se conseguir superar o adversário neste domingo, Lula poderá protagonizar uma das viradas eleitorais mais marcantes da história recente do país: vencer um segundo turno depois de ter terminado a primeira etapa da disputa atrás do concorrente.

O simbolismo seria ainda maior diante da trajetória pessoal e política do presidente, que foi preso em 2018, teve suas condenações anuladas posteriormente e voltou a disputar e vencer a Presidência em 2022.

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