MPPE denuncia abuso de poder político e econômico para beneficiar Rorró nas eleições de 2024 em Floresta
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e do Ministério Público Eleitoral (MPE), abriu um inquérito para investigar um suposto abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024 em Floresta, no Sertão de Pernambuco.
Em primeiro momento, a investigação aponta que programas sociais e contratações públicas teriam sido usadas para beneficiar a chapa de Rosângela Maniçoba (Rorró) e Beatriz Numeriano (Bia), eleitas para a gestão municipal.
Conforme relatórios obtidos pelo MPPE, Rorró e Beatriz teriam manipulado a inclusão e exclusão de beneficiários do Bolsa Família e do Cadastro Único (CADÚnico) para garantir apoio eleitoral. Mensagens extraídas dos celulares pela Polícia Federal revelam que eleitores teriam sido favorecidos com benefícios sociais em troca de votos, enquanto opositores corriam o risco de perder o auxílio.
Em um dos diálogos interceptados, uma funcionária do bolsa família menciona que, caso um eleitor “pedisse muita coisa”, seu benefício poderia ser bloqueado. O material coletado também demonstra que cestas básicas e outros auxílios eram oferecidos a eleitores em troca de apoio.
Outro fator que também está sendo investigado pelo MPPE são as contratações irregulares de servidores públicos, realizadas sem processo seletivo e direcionadas a aliados políticos. De acordo com o Ministério Público, houve um aumento significativo no número de contratações antes das eleições, com o objetivo de favorecer a campanha de Rorró e Bia.




