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PL que propõe auxílio-alimentação para prefeito, vice e secretários gera revolta e muita polêmica em Garanhuns

Está na pauta da Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 023/2025, de autoria do prefeito Sivaldo Albino (PSB), que propõe criar um “auxílio-alimentação” exclusivo para o próprio chefe do Executivo, seu vice, Eraldo Ferreira, secretários e presidentes de autarquias.

O texto prevê que o prefeito receba R$ 5 mil a mais todo mês para custear a alimentação, valor que se somaria ao salário já nada modesto de R$ 34.774,64, fora outros benefícios do cargo. O vice-prefeito teria direito a R$ 2.500,00, além dos R$ 17.387,32 mensais que já recebe.

Secretários e presidentes de autarquias municipais também entrariam na lista de beneficiados, com o mesmo valor de R$ 2,5 mil de “ajuda” para a refeição. Evitar que passem fome.

E há dois detalhes que chamam atenção: primeiro, o prefeito mora em Garanhuns — portanto, não precisaria se deslocar para comer fora de casa. Segundo, nenhum servidor público concursado do município tem acesso a tal benefício.

A proposta, que deve ser votada em breve, já provoca discussões acaloradas nas ruas e nas redes sociais. Críticos questionam a moralidade e a necessidade da medida, principalmente em tempos de contenção de gastos e diante da disparidade entre o rendimento do alto escalão e a realidade salarial da maioria dos servidores e cidadãos garanhuenses.

Se aprovada, a lei criará um dos auxílios-alimentação mais “nutritivos” do estado — ao menos para os cofres e pratos de quem já está bem servido.

R1 com Folha das Cidades

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